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sexta-feira, 14 de outubro de 2016
VITAMINA D3
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TRATAMENTOS ATRAVÉS DA VITAMINA D3
https://youtu.be/_Y-uQncXJQI
Nutriente previne 17 tipos de câncer e pode ser um tratamento para doenças autoimunes
Nutriente previne 17 tipos de câncer e pode ser um tratamento para doenças autoimunes
A vitamina D combate doenças
autoimunes. A vitamina D é um hormônio esteroide lipossolúvel
essencial para o corpo humano e sua ausência pode proporcionar uma
série de complicações. Afinal, ela controla 270 genes, inclusive
células do sistema cardiovascular. A principal fonte de produção
da vitamina se dá por meio da exposição solar, pois os raios
ultravioletas do tipo B (UVB) são capazes de ativar a síntese desta
substância. Alguns alimentos, especialmente peixes gordos, são
fontes de vitamina D, mas é o sol o responsável por 80 a 90% da
vitamina que o corpo recebe. Ela também pode ser produzida em
laboratório e ser administrada na forma de suplemento, quando há a
deficiência e para a prevenção e tratamento de uma série de
doenças.
A vitamina D é necessária para a
manutenção do tecido ósseo, ela também influencia
consideravelmente no sistema imunológico, sendo interessante para o
tratamento de doenças autoimunes, como a artrite reumatoide e a
esclerose múltipla, e no processo de diferenciação celular, a
falta deste nutriente favorece 17 tipos de câncer.
Esta substância ainda age na
secreção hormonal e em diversas doenças crônicas não
transmissíveis, entre elas a síndrome metabólica que tem como um
dos componentes o diabetes tipo 2.
O consumo da vitamina D é
essencial para as gestantes, a falta dela pode levar a abortos no
primeiro trimestre. Já no final da gravidez, a carência do
nutriente favorece a pré-eclâmpsia e aumenta as chances da criança
ser autista.
A vitamina D foi denominada desta
forma em 1922, pois naquela época acreditava-se que ela só poderia
ser obtida por intermédio da alimentação. Ela foi batizada de D
por ter sido a quarta substância descoberta, depois das vitaminas A,
B e C. A partir da década de 1970 os pesquisadores descobriram que a
vitamina D poderia ser sintetizada pelo organismo, ou seja, na
realidade ela é um hormônio, não uma vitamina.
Benefícios comprovados da
vitamina D
Fortalece os ossos:
A vitamina D é necessária para a absorção do cálcio pelos ossos.
Pessoas com deficiência de vitamina D chegam a aproveitar 30% menos
de cálcio proveniente da dieta. O cálcio é responsável por
fortalecer ossos e dentes. A deficiência deste nutriente pode causar
o raquitismo na infância e a osteoporose na vida adulta. Um exemplo
da importância da combinação dessas duas substâncias é que
sempre que a recomendação de suplementação de cálcio, ela é
feita acompanhada de vitamina D para atuar na absorção do mineral.
Uma pesquisa feita pela
Universidade de Zurique com 40.000 pessoas com mais de 65 anos
observou que a suplementação de vitamina D reduz em 20% o risco de
fraturas no quadril e em outras regiões, com exceção da coluna
vertebral.
Protege o coração: A
vitamina D participa do controle das contrações do músculo
cardíaco, necessárias para bombear o sangue para o corpo. Além
disso, ela permite o relaxamento dos vasos sanguíneos e influencia
na produção do principal hormônio regulador da pressão arterial,
a renina.
A falta da vitamina D pode levar
ao acúmulo de cálcio na artéria, favorecendo o risco de formação
de placas. Com todas essas questões, as chances de desenvolver
doenças cardiovasculares como insuficiência cardíaca, derrame e
infarto são maiores em pessoas com deficiência de vitamina D.
Uma pesquisa feita com 50.000
homens pelo Harvard School of Public Health durante dez anos observou
que aqueles que tinham deficiência em vitamina D possuíam duas
vezes mais chances de sofrer um ataque cardíaco do que os homens que
não tinham a deficiência.
Gravidez segura: A
vitamina D é muito importante para as gestantes. No primeiro
trimestre a falta dela pode levar a abortos. Em casos de abortos
múltiplos no início da gravidez, pode ser que o sistema imunológico
da mãe esteja rejeitando a implantação do embrião. Como a
vitamina D age no sistema imunológico, ela pode corrigir este
problema.
Além disso, no final da gravidez,
a ausência da vitamina D pode causar a pré-eclâmpsia, doença na
qual a gestante desenvolve a hipertensão. Afinal, esta substância
influência na produção da renina, principal hormônio regulador da
pressão arterial. A falta de vitamina D também aumenta as chances
da criança ser autista, pois ela é importante para o
desenvolvimento do cérebro do bebê.
Uma pesquisa publicada no The
American Journal of Clinical Nutrition feita com mais de 1000
gestantes, observou que quando a mulher ingere a vitamina D, os
riscos do bebê desenvolver problemas respiratórios diminuem.
Outro estudo feito pela
Universidade da Carolina do Sul, dos Estados Unidos, com 500
gestantes observou que o suplemento de vitamina D previne problemas
como diabetes gestacional, parto prematuro e infecções.
Boa para prevenir e
controlar o diabetes: O fato da vitamina D influenciar a
produção de renina também é interessante para prevenir o
diabetes, pois a falta desta substância favorece a doença. Além
disso, a produção de insulina pelo pâncreas requer a participação
da vitamina D.
Como a diabetes tipo 1 é uma
doença autoimune, a vitamina D torna-se interessante por ser um
imunoregulador que inibe seletivamente o tipo de resposta imunológica
que provoca a reação contra o próprio organismo.
Um estudo realizado pelo Institute
of Child Health da Inglaterra acompanhou 10.000 crianças finlandesas
desde o nascimento e observou que aquelas que receberam regularmente
suplementos da vitamina tiveram 90% menos chances de desenvolver
diabetes tipo 1.
Boa para os músculos: A
vitamina D contribui para a força muscular, portanto, sua ausência
leva a perda dessa força e aumenta o risco de quedas e fraturas. Uma
pesquisa feita pela Universidade de Zurique com pessoas acima de 65
anos observou que o consumo de vitamina D pode diminuir o risco de
quedas em 19%.
Benefícios
em estudo da vitamina D
Tratamento de doenças
autoimunes: a vitamina D já está sendo utilizada no
tratamento de doenças autoimunes, condição que ocorre quando o
sistema imunológico ataca e destrói tecidos saudáveis do corpo por
engano. A vitamina D é um imunoregulador que inibe seletivamente o
tipo de resposta imunológica que provoca a reação contra o próprio
organismo. O tratamento de doenças autoimunes com vitamina D é algo
recente, mas é visto por especialistas como um grande avanço da
medicina.
Algumas das doenças autoimunes
que podem ser tratadas com altas doses de vitamina D são: esclerose
múltipla, artrite reumatoide e problemas oftalmológicos que podem
comprometer seriamente a visão do indivíduo e para os quais o
tratamento costumava ser muito difícil.
O neurologista Cícero Galli
Coimbra, professor-associado e pesquisador da Universidade Federal de
São Paulo (UNIFESP), já tratou cerca de 1.200 pacientes com
esclerose múltipla e muitos outros com diferentes tipos de doenças
autoimunes utilizando principalmente o tratamento com doses de
vitamina D.
O tratamento pode não só evitar
que a doença avance como também proporcionar a recuperação de
sequelas recentes. Tudo dependerá da doença e do tempo que a pessoa
tem as sequelas, por isso o quanto antes iniciar o tratamento,
melhor.
É importante ressaltar que este
tipo de tratamento com suplementos de vitamina D, deve ser realizados
somente por médicos, pois o consumo em excesso da substância por
conta própria pode causar sérios problemas para a saúde.
Outro estudo publicado no Journal
of The American Medical Association feito com 7 milhões de
norte-americanos constatou que o consumo de suplementos de vitamina D
está associado ao menor risco de esclerose múltipla.
Previne e ajuda no
tratamento do câncer: A falta de vitamina D favorece 17
tipos de câncer, como os de mama, próstata e melanoma. Isto ocorre
porque a substância participa do processo de diferenciação
celular, que mantém as células cardíacas como células cardíacas,
as da pele como da pele e assim por diante. Desta maneira ela evita
que as células se tornem cancerosas. Além disso, a vitamina D ainda
promove a autodestruição das células cancerosas.
Por essas razões, alguns estudos
mostraram que além de prevenir o câncer, o consumo de altas doses
dessa substância pode ser eficaz no combate a determinados tipos de
câncer. Porém, neste caso também é necessário que a ingestão
dos suplementos de vitamina D sejam realizados com o acompanhamento
médico.
De acordo com o National Cancer
Institute dos Estados Unidos há diversos estudos que apontam que a
vitamina D é uma aliada no tratamento do câncer, especialmente do
colorretal, de próstata e de mama. Porém, o instituto também diz
que ainda são necessários mais estudos.
Boa para autistas:
Como a vitamina D é importante para o desenvolvimento do cérebro,
ela ajuda a prevenir o autismo durante a gestação. Caso a pessoa
tenha esta condição, continua interessante que ela obtenha a
vitamina D, o que muitas vezes não ocorre facilmente por meio da
exposição solar, fonte da substância, pois o indivíduo passa
muito tempo em ambientes fechados.
Um estudo realizado pelo
Children's Hospital Oakland Research Institute, nos Estados Unidos,
observou que três hormônios do cérebro que afetam o comportamento
social, serotonina, ocitocina e vasopressina, são ativados pela
vitamina D.
Previne gripe e resfriado:
Este benefício tem sido estudado com base em alguns
problemas causados pela falta de vitamina D. Crianças com
deficiência de vitamina D tem mais chances de desenvolver infecções
respiratórias. Já adultos com menores quantidades de vitamina D
contraem mais resfriados e problemas no trato respiratório.
Uma pesquisa publicada no The
American Journal of Clinical Nutrition que contou com a participação
de 340 crianças japonesas durante quatro meses, observou que os
riscos de contrair gripe diminuiu no grupo que ingeriu o suplemento
de vitamina D.
Diminui o risco de morte
prematura: Uma pesquisa publicada no Archives of Internal
Medicine sugere que tomar suplementos de vitamina D podem reduzir as
taxas de mortalidade. O estudo observou o resultado de 18 estudos que
contaram no total com cerca de 60.000 participantes e constatou que o
consumo de suplementos de vitamina D diminui em 7% o risco de
mortalidade por qualquer causa.
Interações
Quando consumida dentro das
quantidades recomendadas a vitamina D não interage com nenhuma outra
substância. Porém, quando ingerida em excesso, pode levar a alta
absorção de cálcio, por isso que o consumo de vitamina D além do
recomendado, só pode ser feito com orientação médica.
Efeitos colaterais
Quando consumida dentro das
quantidades recomendadas, a vitamina D não tem efeitos colaterais.
Porém, quando ingerida em excesso, pode prejudicar os rins por
causar o aumento da absorção de cálcio. Por isso, é importante
que o consumo além do recomendado desta vitamina, seja feito com
acompanhamento médico.
Deficiência
A deficiência de vitamina D pode
causar uma série de problemas de saúde. A falta dela aumenta o
risco de problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe e
resfriado, e doenças autoimunes como esclerose múltipla e diabetes
tipo 1. Em mulheres grávidas deficiência de vitamina D aumenta o
risco de aborto, favorece a pré-eclâmpsia e eleva as chances da
criança ser autista.
O quanto obter de vitamina
D
Segundo diversos estudos
realizados recentemente, entre eles um da Universidade do Wisconsin,
Estados Unidos, e outro da Universidade de Toronto, Canadá, a
orientação para pessoas com mais de 50 quilos é consumir entre
5.000 e 10.000 unidades internacionais de vitamina D ao dia. O mesmo
vale para as gestantes e lactantes.
No caso das crianças a orientação
é ingerir até 1.000 unidades internacionais de vitamina D para cada
5 quilos de peso. Então, uma criança que pesa 30 quilos, por
exemplo, pode ingerir até 6.000 unidades internacionais de vitamina
D.
Como obter a vitamina D
Apesar de estar presente em
alimentos de origem animal, estas comidas não possuem a quantidade
de vitamina D que o organismo necessita. Por isso, para evitar a
carência da substância é importante tomar de 15 a 20 minutos de
sol ao dia, preferencialmente entre 11 horas e 13 horas.
Recomenda-se que 60% do corpo
esteja exposto, pois a quantidade de vitamina D que será absorvida,
é proporcional a quantidade de pele que está exposta.
Ao se expor ao sol para obter a
vitamina D é importante não passar o filtro solar.
As janelas também atrapalham a
absorção da vitamina D. Isto porque os raios ultravioletas do tipo
B (UVB), capazes de ativar a síntese da vitamina D, não conseguem
atravessar os vidros.
A exposição ao sol da maneira
recomendada proporcionará as 10 mil unidades internacionais de
vitamina D. Como a exposição solar já proporcionará boas
quantidades da substância, é importante que a necessidade do
indivíduo seja analisada por um profissional da saúde, a fim de
saber se apenas o sol é o suficiente ou se é preciso uma
alimentação rica na substância ou suplementação.
Fontes de vitamina D
Todos
os alimentos fontes de vitamina D são de origem animal porque as
fontes vegetais não conseguem sintetizar a vitamina da maneira como
os alimentos provenientes de animais. Até mesmo o alimento com as
maiores quantidades da substância, o salmão, conta com somente
6,85% das necessidades diárias de vitamina D em uma porção de 100
gramas. Por isso, tomar sol é fundamental para evitar a carência do
nutriente.
- Atum (100 gramas) corresponde a 227 unidades internacionais e a 2,27% das necessidades diárias.
- Sardinha (100 gramas) corresponde a 193 unidades internacionais e a 1,93% das necessidades diárias
- Ovo (uma unidade) corresponde a 43,5 unidades internacionais e a 0,43% das necessidades diárias
- Queijo cheddar (50 gramas) corresponde a 12 unidades internacionais e a 0,12% das necessidades diárias
- Carne bovina (100 gramas) corresponde a 15 unidades internacionais e a 0,15% das necessidades diárias
Uso
de suplemento de vitamina D: Os suplementos de vitamina D podem
ser utilizados em casos de constatação de carência da substância
ou no tratamento de algumas doenças. A falta do nutriente é
constatada após exame de sangue. É importante ressaltar que os
suplementos só podem ser tomados após a orientação médica para o
consumo dessas doses extras. Em alguns tratamentos são orientadas
superdoses de vitamina D, ou seja, uma quantidade além do que é
normalmente orientado. Nesses casos o consumo sempre é feito com
orientação médica e é preciso observar o quanto de cálcio e
líquidos a pessoa ingerirá, sendo que o consumo do mineral pode
precisar ser reduzido e o de líquidos aumentados.
Idosos e os suplementos:
Pessoas mais velhas produzem menos vitamina D em resposta à
exposição ao sol por questões metabólicas relacionadas à idade.
A quantidade da substância produzida em uma pessoa de 70 anos é, em
média, um quarto da que é sintetizada por um jovem de 20 anos. Por
isso, é interessante que os idosos conversem com seus médicos sobre
a possibilidade de consumir suplementos de vitamina D.
Riscos do consumo em
excesso de vitamina D
É importante destacar que o
excesso de vitamina D só ocorre por meio da suplementação. Isto
porque os alimentos não contam com quantidades grandes da substância
e a obtenção dela por meio dos raios solares é regulada pela pele,
que cessa a produção da vitamina quando atinge os valores
necessários.
Porém, o excesso por meio dos
suplementos sem a orientação médica pode ser muito perigoso. Há o
risco de ocorrer a elevação da concentração de cálcio no sangue
e isso pode provocar a calcificação de vários tecidos, sendo que
os mais afetados são os rins, que podem chegar a perder sua função.
Combinando a vitamina D
Suplemento + hidratação:
Ao ingerir os suplementos de vitamina D, para evitar problemas de
saúde, especialmente nos rins, além do acompanhamento médico, é
importante se hidratar e manter uma dieta balanceada.
A deficiência de vitamina
D
Infelizmente, cerca de 80% das
pessoas que vivem em um ambiente urbano, são carentes em vitamina D.
Isto porque elas passam grandes períodos de tempo em locais fechados
e não se expõem ao sol.
Contudo, a deficiência pode ser
revertida. É possível fazer esta correção do quadro por meio de
suplementação, lembrando que esta alternativa é válida somente
após a orientação médica, e/ou tomando sol sem proteção solar
60% do corpo exposto, durante quinze a vinte minutos todos os dias.
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