sábado, 23 de abril de 2016

A ÁGUA NOSSA DE CADA DIA 3 - AS GARRAFAS DE ÁGUA MINERAL

Substância emitida pelo plástico gera grandes males à saúde

O plástico é um material bem conhecido e faz parte do nosso cotidiano. Quase que o tempo todo, estamos manuseando o plástico, em casa, na rua ou no trabalho. Devido à praticidade que veio junto com o plástico, não nos demos conta dos efeitos nocivos que o Bisfenol A é capaz de causar no ser humano. O Bisfenol A, também conhecido como BPA, é uma substância química orgânica conferida em polímeros e revestimentos de alto desempenho, principalmente plásticos policarbonatos e resinas epóxi. É aplicada nos computadores, DVDs, eletrodomésticos, revestimentos para latas de comidas e bebidas enlatadas, além de inúmeros objetos plásticos como mamadeiras, talheres descartáveis, brinquedos, entre outros. Também é encontrado em pequenas quantidades no PVC maleável e em papéis térmicos como extratos bancários e comprovantes.
Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia do Estado de São Paulo (SBEM-SP), doses extremamente pequenas de Bisfenol A já são o suficiente para causar grandes males à saúde. Seu principal efeito é o de alterar a ação dos hormônios da tireoide, alterar a liberação de insulina pelo pâncreas e promover a proliferação das células de gordura. O BPA é um xeno estrógeno, o que acaba confundindo os receptores celulares por se comportar de forma parecida à dos estrógenos naturais. Os xeno estrógenos desequilibram o sistema endócrino e modificam o sistema hormonal.
Entre os efeitos nocivos que o BPA pode causar no organismo é possível citar: anomalias e tumores do trator reprodutivo, endometriose, fibromas uterinos, gestação ectópica (fora da cavidade uterina), ou infertilidade, aborto, câncer de próstata e mama, modificações no desenvolvimento de órgãos sexuais internos, precocidade sexual, síndrome dos ovários policísticos, diminuição na quantidade e qualidade de esperma; doenças cardíacas, diabetes, obesidade e deficit de atenção, de memória, visual e motor.
A contaminação ocorre pela ingestão ou pelo contato com a pele. Pela ingestão acontece quando o BPA se desprende dos recipientes plásticos e acaba contaminando o alimento. As crianças estão mais sujeitas aos perigos dessa substância através dos brinquedos, mamadeiras e chupetas. Já a contaminação pela pele acontece em contato com os papéis termossensíveis. A proibição do BPA já foi adotada em diversos países. No Brasil, a Agência de Vigilância Sanitária (ANVISA) proibiu a produção e importação de mamadeiras com BPA. Contudo, não estabeleceu nenhum impedimento para a produção de copos, pratos, talheres e chupetas. Também não foram incluídas as latas de leite em pó, que podem conter BPA em seu revestimento. Mas existem algumas maneiras de reduzir a exposição ao BPA:
  • Ficar atento aos símbolos de reciclagem 3(PVC) e 7 (PC), pois podem conter BPA;
  • Descarte o consumo de água mineral. Segundo a ANVISA, os garrafões retornáveis de 20 litros são compostos por essa substância, e ao contato com o calor, eleva ainda mais seu potencial cancerígeno; 
  •  Troque a água mineral engarrafada pela água alcalina;
  • Dê preferência aos recipientes de vidro. O mesmo com mamadeiras;
  • Evite esquentar ou levar ao freezer bebidas e alimentos acondicionados no plástico. A variação de temperatura aumenta a liberação do Bisfenol A;
  • Não use utensílios de plástico que estejam arranhados ou quebrados;
  • Prefira o vidro, porcelana ou aço inoxidável para armazenar bebidas e alimentos;
  • Não consuma enlatados, pois o Bisfenol A é usado no revestimento das latas;
  • Evite imprimir extratos e comprovantes.

Um comentário:

  1. Comentário muito bom.
    Eu evito enlatados. Tomo água do filtro de barro.

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